30 de abr. de 2009

O Sentimento à Atitude

“Quando os membros do Conselho Superior acabaram de ouvir o que Estêvão tinha dito, ficaram furiosos e rangeram os dentes contra ele. Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou firmemente para o céu e viu a glória de Deus. E viu também Jesus em pé, ao lado direito de Deus. Então disse: — Olhem! Eu estou vendo o céu aberto e o Filho do Homem em pé, ao lado direito de Deus”

Atos 7.54-56

Você consegue ver o quanto a inveja está enraizado no mundo de hoje? O desejo de manter-se em posição vantajosa possibilita o desenvolvimento de um sentimento reprovável sobre àqueles que já galgaram os degraus tão sonhados. É essa expectativa desenfreada, de satisfação pessoal, que dá lugar ao que conhecemos como ciúmes e inveja! Você é ciumento? Ou você é invejoso?
De alguma forma esses dois “sentimentos” estão relacionados e normalmente onde está um verificamos a presença do outro. É natural verificarmos tais palavras como sinônimas, alguns dicionários fazem essa relação.
Esses sentimentos desenvolvem atitudes igualmente reprováveis. Percebe o problema? Do sentimento a atitude! A pessoa dirigida ou controlada pelo ciúme ou pela inveja, tem visão ofuscada sobre si e sobre os outros e esse contexto é solo fértil para um novo sentimento, ainda mais “maligno”, o ódio.
É certo que dificilmente alguém confirmaria a existência de tais “sentimentos” no coração. Será que você confessaria a existência do ciúme, da inveja ou do ódio na sua vida? É uma pergunta bem complicada!
Analisando o versículo de hoje, percebemos um “termômetro” para identificar tais sentimentos na vida da pessoa. O “sentimento reprovável” ficou bem ressaltado na vida daqueles religiosos quando alguém apresentou suas experiências com Deus. Estêvão já sabia de sua iminente sentença de morte diante de tal testemunho, mas nem isto o impediu de se alegrar em Deus.
Simplificando, poderíamos dizer que o ódio se sustenta em algum sucesso alheio. Aqueles ditos religiosos não suportaram e nem admitiram ver alguém tão pequeno (aos olhos deles) expressando tamanho relacionamento com Deus. “Mas as pessoas são tentadas quando são atraídas e enganadas pelos seus próprios maus desejos. Então esses desejos fazem com que o pecado nasça, e o pecado, quando já está maduro [consumado], produz a morte” (Tiago 1.14-15).
Talvez tudo comece com um simples: “porque ele tem e eu não?”, ou: “porque ele pode e eu não?” Cuidado! Verifique como é que você vê o sucesso daqueles que te rodeiam. E lembre-se, a verdadeira justiça vem de Deus e todos nós (qualquer um) carece da Graça de Deus. Pense nisto.

Boa Quinta

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