10 de jun. de 2009

O melhor que tenho...

“E Paulo respondeu: Que Deus permitisse que, embora as minhas provas fossem fracas ou poderosos, tanto Vossa Majestade como todos os demais que estão aqui neste auditório pudessem tornar-se o mesmo que eu sou, mas sem estas correntes”.

Atos 26.29
Fico impressionado com a capacidade de alguns em saber tanto sobre o vinho simplesmente fazendo uma degustação! Essa pessoa consegue destacar pontos que eu nem imaginava que pudessem ser verificadas neste exercício. Essa é uma capacidade que eu gostaria de ter, seguramente exige o aprimoramento da atenção aos detalhes no que tange a gosto e também na cor e na densidade. Porém, considerando as oportunidades de me exercitar, percebi um “detalhe” muito importante – “Eu não tenho o menor interesse em beber vinho”! Sei que parece loucura, mas percebi que eu apenas queria a capacidade de avaliação sem ter que experimentar. Brincadeira não é? Mas você sabia que muitos acreditam que é possível um relacionamento com Deus desta forma?
Já vi muitos casos de pessoas que “desejam o poder de Deus, mas não o Deus deste poder!” Tudo perde a graça quando lhe é cobrado o compromisso, a responsabilidade de viver segundo o coração do Pai. Nesta onda da teologia da prosperidade (por exemplo), o convite é para uma vida “material” melhor não dando muito lugar ao que é espiritual. Aqui vemos uma alimentação exclusiva do ego, atendendo simplesmente o imediato!
Jesus Cristo decidia ou agia em favor de Si mesmo, mas sempre segundo a vontade de Deus. A expectativa dEle é que se cumprisse o propósito do Senhor em Sua vida e não que Ele se sentisse melhor. Isso não significa necessariamente uma melhora na aparência e sim no interior o qual pode ser visto no seu exterior.
Note a “seqüência lógica” da vida com Deus e perceba que o Senhor indubitavelmente tem o melhor para você! Uma íntima comunhão com o Pai reflete uma submissão genuína alimentada pela fé no Senhor. O Senhor Jesus disse: “Atenção! Eu tenho permanecido à porta e estou batendo constantemente. Se alguém Me ouvir chamá-lo e abrir a porta, Eu entrarei e farei companhia a ele, e ele a Mim” (Apocalipse 3.20).
Como o desejo de Paulo sobre aqueles homens, o meu desejo é que você escolha ter o Senhor Jesus em sua vida constantemente. Desejo que você sinta o que eu sinto, pois não escrevo sobre teorias, mas de vida. Quer saber o que tenho de melhor na vida? Venha para Jesus e veja! Pense nisto.

Boa Quarta

9 de jun. de 2009

Remorso ou Arrependimento?

“Preguei em primeiro lugar aos que estavam em Damasco, depois aos que estavam em Jerusalém e em toda a Judéia, e também aos gentios, dizendo que se arrependessem e se voltassem para Deus praticando obras que mostrassem o seu arrependimento”.

Atos 26.20
Certo homem, saindo de férias, planeja ir para o Rio de Janeiro, porém o mesmo reside em São Paulo. Logo no primeiro dia de férias, organiza sua bagagem, dá uma revisada na mecânica do carro e parte para o seu descanso. O percurso de São Paulo para o Rio de Janeiro é pela rodovia Dutra (sentido Norte), mas o homem resiste a todos os aconselhamentos e parte pela rodovia Castelo Branco (sentido Sul).
No início aquele homem tinha uma convicção de que conseguiria chegar ao Rio seguindo pela Castelo, mas a “consciência” começa a alertá-lo sinalizando que ele deveria ouvir os aconselhamentos sobre aquela outra rota (Dutra), que inclusive, é a correta! Enfim, ele percebeu que errou. Então, o grande dilema agora é: Remorso ou Arrependimento?
O sentimento de remorso, é como se dissesse: “não estou tão errado assim, por isso só preciso fazer um pequeno ajuste na minha rota. Estão satisfeitos agora?”. Porém pega uma via sentido centro-oeste!
Por outro lado, o arrependimento levaria o homem a imediatamente (no primeiro retorno) dar meia-volta na Castelo Branco, e fazer todo o percurso contrário, ainda que cruzasse São Paulo, até chegar na rodovia Dutra, que o levaria até o Rio de Janeiro, enfim, “eu errei e ainda que eu tenha que pagar o preço para corrigir o percurso, eu devo mudar de direção”! Percebe a diferença?
“Arrependimento significa mudança de mente, de modo que os pontos de vista de uma pessoa arrependida, seus valores, objetivos e comportamentos são mudados e toda a sua vida passa a ser vivida de um modo diferente. Sua mente, seu discernimento, sua vontade, suas afeições, seu comportamento, seu estilo de vida, seus motivos e seus planos, tudo está envolvido nesta mudança. Arrepender-se significa começar a viver uma nova vida (...). Sentimento de remorso, auto-reprovação e tristeza pelos pecados gerados pelo temor de punição, sem qualquer desejo ou decisão de deixar de pecar, não devem ser confundidos com o arrependimento, isso se chama pura e simplesmente, remorso” (Genebra, página 1309).
Percebemos o arrependimento claramente na vida do apóstolo Paulo. Antes perseguia os cristãos, mas depois de “ser encontrado” por Cristo, não hesitou em se tornar um deles. Faça uma análise de sua vida e veja qual é o seu sentimento quanto aos pecados que comente diariamente: Remorso ou Arrependimento? É impossível ter uma vida com Deus, sem que primeiro exista um coração arrependido. Andar com Ele significa buscar aquilo que O agrada. Pense nisto.

Boa Terça

7 de jun. de 2009

Resistir ou Ceder?

“Todos caímos por terra. Então ouvi uma Voz que me dizia em Aramaico: Saulo, Saulo, por que você está me perseguindo? Resistir ao aguilhão só lhe trará dor”.

Atos 26.14
Vi uma propaganda esses dias que achei muito interessante – dois jovens que se aventuram em uma escalada. A montanha não era tão desafiadora, porém a dificuldade era incontestável. Com as mochilas nas costas eles seguem confiantes e entusiasmados rumo ao topo. Quando chegam lá, cansados, ainda incrédulos da conquista, dão uma breve apreciada na visão que tinham do vale, aproveitando a altitude, e um diz para o outro: “Pronto, que legal? Agora vamos embora!”. Dei muita risada, pois não ficaram um minuto se quer!
Minhas risadas seguramente foram motivadas por mais detalhes, mas achei interessante o fato de que apesar do trabalho que tiveram, não havia clareza no objetivo. O resultado disso foi apenas um desgaste físico, foi perda de tempo. Quantas vezes você alimentou algo que não daria em nada?
Mais uma vez, Paulo estava diante de um tribunal e estava testemunhando sobre o que lhe ocorreu quando no encontro com o Senhor Jesus Cristo. É interessante ver o Senhor Onisciente perguntar algo que seguramente Ele já sabia: “por que Me persegues?”. Vejo o Senhor dando oportunidade ao homem para uma reavaliação de consciência, ou seja, qual é o mesmo o seu objetivo com isso? O apóstolo não teve argumento contra esse questionamento, assim como aqueles dois jovens da propaganda. Será que você tem base sólida para as “aventuras” que se sujeita? Qual é a motivação? A alegria do “objetivo” alcançado, dura quanto tempo?
Fico por imaginar porque eu e você muitas vezes preferimos enfrentar a escalada da vida longe de Deus. O Senhor fala ao seu coração de várias formas e várias maneiras, mas você insiste que com Ele a vida é sem graça. Mas isso é um engano, viver longe de Deus é como subir uma montanha para nada. “Resistir ao aguilhão só lhe trará dor”.
O que o Senhor deseja obter não é seus dez por cento (seja da vida ou de materiais), mas Ele quer partilhar de uma íntima comunhão com você, o dia todo. Lembre-se: “Perto está o Senhor”. Assim como aconteceu com Paulo, você está sendo desafiado – porque ainda resistis ao chamado do Senhor Jesus Cristo? Espero e oro, para que também assim como Paulo, a sua resistência se transforme em fiel obediência. Pense nisto.
Boa Segunda