“Se Eu testifico de Mim mesmo, o Meu testemunho não é verdadeiro. Há Outro que testifica de Mim, e sei que o testemunho que Ele dá de Mim é verdadeiro”
João 5.31-32 Almeida Revista e Corrigida (www.sbb.org.br)
Evangelho de João (Cúmplice x Testemunha)
Digamos que você está tranquilamente dirigindo pela cidade e subitamente aparece um carro desgovernado e bate no seu veiculo! Você não hesita em abrir um processo contra o sujeito e está certo de que aquele motorista, estava completamente errado. Todas as formalizações são encaminhadas e no dia X você está diante do Juiz. Ali durante a audiência você é questionado: “Há alguma prova de que o acusado seja culpado pela batida?”. Seguro, convicto de que tudo estava sob controle, você rapidamente anuncia uma testemunha, “você mesmo”! Isso é impossível que aconteça, sabia? Não é assim que um processo se desenrola e nem você poderia se prontificar assim.
Talvez para você não há nada de anormal nesta ilustração, mas é provável que você não sabia que o “testemunho de si mesmo” não tem valor! É lógico que há situações, processos, onde a própria pessoa é a prova do “crime”, o que é raro, porque geralmente é necessário no mínimo uma segunda pessoa, alguém ou alguma coisa que possa somar com o testemunho, seja na acusação, seja na defesa.
Essa “exigência” não é algo particular aos tribunais, a cultura judaica por exemplo, exige o testemunho de uma segunda pessoa para ter como verdadeira uma situação. Isso ocorria principalmente na época de Jesus Cristo.
Fico impressionado com a capacidade de Jesus em cumprir com perfeição os mínimos detalhes de uma vida íntegra. Pela teologia, aprendemos que Jesus era perfeitamente homem: Corpo, alma e espírito! No contexto do versículo de hoje há evidências disso, quando Ele ressalta que nada pode fazer por Si mesmo, mas somente por Aquele que o enviou. De um lado fidelidade, obediência, e por outro o respaldo do Pai por andar segundo Seu coração! Era como se o Pai assinasse o comportamento do Filho, ou melhor, o próprio Deus dava testemunho acerca de Cristo Jesus.
Hoje é comum ouvir que alguém tem um “cúmplice”! Jesus nos ensinou que o Pai não falta com aquele que é fiel e, deixa claro que há apenas duas condições possíveis ao homem: Cúmplice do Mundo ou Testemunha viva do Senhor e Salvador Jesus Cristo. O que a sua vida revela a esse respeito? Pense nisto.
Boa Terça
