10 de out. de 2009

Tô fora!

“Na verdade é já realmente uma falta entre vós, terdes demandas uns contra os outros. Por que não sofreis antes a injustiça? Por que não sofreis antes o dano? Mas vós mesmos fazeis a injustiça e fazeis o dano, e isto aos irmãos”

I Coríntios 6.7-8
Você sabe o que significa Litígio? Segundo o dicionário é uma “demanda judicial, conflito de interesses, contenda, pendência”. Você já reclamou algum direito na justiça? Não é difícil verificarmos a existência de casos judiciais até mesmo dentro de uma mesma família. O que você acha de um caso judicial dentro da própria família?
É certo que se você já viveu um caso assim, seguramente acha isso de alguma forma “normal”. Mas se nunca houve uma proximidade sua com um caso real a esse respeito, é bem provável que você considere um tanto estranho a falta do consenso familiar. Uma coisa é certa, é muito fácil tratar do assunto enquanto se está de fora dele! Mas no mínimo todos entendem que na família biológica não deveria existir “litígio” judicial. Mas em sua opinião como deveriam ser tratados os “litígios” entre irmãos cristãos? Como se dá essa busca de justiça?
O apóstolo advertia os cristãos de Corinto sobre o testemunho que davam diante de Deus e dos homens. Advertia primeiramente sobre a falta de esforço em curar as feridas na própria comunidade, permitindo que irmãos imorais, sem compromisso, profanassem o Nome de Deus convivendo livre no meio do grupo. E agora, continuando o ensino sobre testemunho, Paulo manifesta sua indignação por saber que haviam questões entre “irmãos” que precisavam ser resolvidas diante dos tribunais, ou seja, casos judiciais entre membros da mesma “família”. Talvez o que pergunta no coração de Paulo seria: “Será que não aprenderam nada sobre Cristo?”
A orientação de Paulo não tinha interesse em determinar categoricamente que nunca se deve levar “irmãos” aos tribunais. Mas creio que as questões do contexto em que ele visualizava, eram questões que deveriam ser resolvidas dentro da própria comunidade cristã. De alguma forma aqueles eventos levados a tribunais seculares prejudicavam o bom testemunho da “Igreja de Cristo” e colocava em cheque a autoridade espiritual que eles tinham em Jesus. Na comunidade cristã onde você convive não há pessoas de Deus que possam tratar de boa parte das questões entre os irmãos? Você não seria essa pessoa de Deus para esses tratamentos? Ou você diria: “Tô fora!”? Se não conseguimos amar nem mesmo aos nossos irmãos, o que diríamos dos de fora? Pense nisto.

Boa Quinta

7 de out. de 2009

Com quem andas?

“Já por carta vos tenho escrito, que não vos associeis com os que se prostituem; Isto não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais.”

I Coríntios 5.9-11
Independentemente dos seus princípios, você e sua família provavelmente têm considerações particulares a respeito do comportamento um com o outro (enquanto família). Eu tenho amigos que não permitem que os filhos vejam nada na TV que apresente armas de fogo, nem mesmo em desenhos animados. Mas também tenho outros amigos que não proíbem, mas preferem acompanhar de perto e ajudá-los na leitura que fazem dos programas. É lógico que independentemente da família, sempre há muito que aprender no que diz respeito ao zelo e a preservação da moral e dos bons costumes. Porém o que pretendo ressaltar com a ilustração de hoje é que há considerações que devemos fazer com mais rigor “dentro” das nossas comunidades, da nossa “família”.
Ao que tudo indica o apóstolo Paulo já enviara outra carta aos coríntios, porém esta se perdeu ao longo do tempo. Mas aqui ele torna a tratar do assunto quanto à disciplina dos “irmãos imorais”. Pelo visto o primeiro ensino foi mal interpretado, o que exigiu de Paulo essa reconsideração. Assim, podemos aprender que após vãs tentativas de corrigir o irmão, naquilo em que dá falso testemunho de Cristo, ele deve ser separado da comunidade, pois já ficou clara a sua falta de comprometimento com Deus e com a “família”. Isso não significa cortar totalmente o contato pessoal, mas se não há disciplina, o mundo pode achar que sua comunidade aprova os feitos deste “irmão”. Torno a ressaltar, o ensino não nos orienta a afastar-nos das pessoas que ainda não têm a Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas (as pessoas do mundo, os ímpios). Esses, pelo contrário, temos que continuamente investir neles, até que venham a conhecer o Senhor da Glória, Cristo Jesus.
Em I Coríntios 13.2, Paulo ensina resumidamente como devem ser as tentativas de orientação ao “irmão imoral”. Veja estamos falando do “irmão”, aquele que diz partilhar da fé e ordem! Talvez você tenha em vista alguém assim na sua comunidade, mas também quero lembrá-lo que talvez você seja esse “irmão imoral”.
“Vede prudentemente o caminho em que andais”. O Nome do Senhor Jesus merece todo o respeito e a exigência de bom testemunho é o mínimo que podemos fazer. O Amor de Cristo por nós, provado ali naquela cruz, precisa nortear a nossa conduta. O quanto você zela pelo Nome de Cristo? Será que esse Amor o alcançou realmente? O seu comportamento e atitude é a resposta a essa pergunta! Cuide de sua família, cuidando de seu testemunho. Pense nisto.



Boa Quarta

Más influências

“Não é boa a vossa [arrogância]. Não sabeis que um pouco de fermento leveda toda a massa?”

I Coríntios 5.6
Fermento no texto de hoje “é aquilo que dá origem ou provoca paixão ou o ódio”. Esse é o sentido mais adequado que achei no dicionário para a palavra Fermento (Dicionário Enciclopédico Larousse). Analisando o uso dessa palavra nas Escrituras, pude verificar que houve algumas citações onde Deus proibia ofertas de manjares que contivessem “fermento”.
Pelo que pude entender, essa “fermentação” de alguma forma sugeria “corrupção”! E corrupção é: “modificação, adulteração das características originais de algo, depravação de hábitos, costumes, devassidão”. Diariamente poderíamos listar uma série de propostas que funcionariam como o “fermento” sobre a massa. Em outras palavras, uma pitada de tendência pecaminosa na sua vida está constantemente sujeita a “fermentação”. Percebe?
Outro dia eu li uma matéria que era um alerta sobre as programações da TV. O título era: Desinforme-se já! A matéria tinha por objetivo esclarecer que não dá para se sujeitar a toda e qualquer programação da TV e se achar capaz de absorver apenas o que “útil”, como se fosse um garimpeiro. Quem tem essa opinião sobre si certamente experimenta da arrogância! Diante da impossibilidade de ser “garimpeiro” a matéria sugere que somente um “lixeiro” poderia encontrar alguma coisa de valor no meio de tanta coisa “inútil”. Ser garimpeiro todos querem ser, mas lixeiro não agrada muito não é mesmo?
É baseado numa reflexão como essa que o apóstolo Paulo advertia a comunidade de Corinto que eles deviam se preocupar em evitar as “más influências”, ou seja, um dos fermentos que leva o homem a pecar! A Bíblia nos adverte para que estejamos alertas. Lembre-se que a arrogância é como tampão que se coloca nos olhos e que impedem a pessoa de ver os perigos do caminho.
No dia de hoje veja se há algo ou alguém corrompendo (fermento) certas áreas da sua vida. Se identificar alguma coisa, seja corajoso e, em sinal de arrependimento, apresente-se humildemente diante do Senhor Deus e busque a Sua direção. Vigie, porque neste mundo de tentações ser garimpeiro ou lixeiro pode ser um caminho para se afastar da presença do nosso Senhor Jesus Cristo. Pense nisto.

Boa Terça

6 de out. de 2009

5 de out. de 2009

Se não fosse por Deus!

“Pois quem torna você diferente de qualquer outra pessoa? O que você tem que não tenha recebido? E se o recebeu, por que se orgulha, como se assim não fosse?”

I Coríntios 3.21-23
Você já ouviu a palavra “jactância”? Certa vez tive a oportunidade de montar um time de futebol com os jovens da igreja que eu freqüentava, eram jovens habilidosos. Chegamos a montar até um campeonato entre as igrejas. E adivinhe só!!!! Ganhamos!!! Já está entendendo o significado da palavra “jactância”? Pois bem, sempre marcávamos uma partida contra algum time visitante e sempre ganhávamos. Estávamos invictos por quase um ano! E orgulhávamos disso – nosso time era muito bom e não tínhamos adversários à altura! Percebe? Jactância é um manifesto com arrogância e que expressa alta opinião de si próprio; é vaidade, orgulho.
Agora veja um dos perigos desse comportamento. Certo amigo me convidou para levar “meu” time à outra cidade, pois ele tinha uns camaradas que gostariam de jogar contra a gente. Jactanciosos que éramos, compramos uniforme e tudo mais, pois estávamos certos que seria mais uma vitória. O fim você já deve saber! Nem fiz muito esforço para memorizar quantos gols tomamos. Foi um vexame sem medida! Viajamos dezenas de quilômetros para conquistar uma derrota! Enfim aprendemos. Quem nos fez melhores do que os outros?
Nos capítulos anteriores Paulo veio ressaltando com diversas citações a autoridade dos apóstolos em oposição aos falsos “conceitos” que permeavam a comunidade de Corinto. E no texto de hoje, além de se precaver contra más interpretações, ele também ensina que em nada podemos nos gloriar. Não somos auto-suficientes, mas em tudo e em todas as coisas dependemos dAquele que nos sustenta. Você é “jactanciosos”?Se você for honesto consigo mesmo (e com Deus) conseguirá identificar uma série de situações que carecem do seu arrependimento. A jactância (vaidade, arrogância e orgulho) no coração do homem o impede de entender e desfrutar da maravilhosa Graça de Deus que há em Cristo Jesus. No dia de hoje observe que nada do que você conquista seria possível sem que Deus houvesse concebido. Assim, tribute a Ele toda a honra e toda a glória com a sua vida, pois é Ele quem merece. Pense nisto.
Boa Quinta

Boa ou má influência!

“Portanto, suplico-lhes que sejam meus imitadores”

I Coríntios 4.16
Você conhece alguém que mudou “certos aspectos” em sua vida passando a ser semelhante a um personagem de novela, filme ou propaganda? Talvez a mudança fosse na forma de se vestir, ou nos hábitos alimentares, ou até mesmo nos vícios! Conhece alguém que já passou por isso? Você não seria essa pessoa?
Outro poderoso agente influenciador são as companhias! Alguém disse: “Me diga com quem andas que eu te direi quem és”! Quem está influenciando sua vida? Excluindo você mesmo, de quem é o mérito ou a culpa, por você estar como está? Quem é o agente principal das transformações que ocorreram com você, nós já sabemos – É você mesmo! Mas fora você, quem é (ou quem são) o(s) outro(s)? Consegue?
Alguns dizem que não sofre influência de ninguém, já outros não conseguem nem mesmo dizer qual é a sua verdadeira identidade. Saiba que as transformações mais destrutivas são as que acontecem sutilmente nas nossas mentes (inconscientes), a que mexe com as nossas convicções! É assim que decisões são afetadas, planos são abandonados, há frustrações, cansaços, perda do ânimo e, o pior, a perda da esperança! Você escolhe bem seus modelos de vida? Pergunto de forma diferente agora: Quem é um espelho para você?
O apóstolo Paulo fala do seu esforço em seguir os passos do Mestre Jesus Cristo e agora passa a nos convidar a seguir esse exemplo de obediência e dedicação, e diz: “Sedes meus imitadores, como eu sou de Cristo”.
Seguir esse exemplo é também reconhecer o sacrifício que Jesus fez por nós. Talvez exista em seu coração um vazio injustificável, mas certamente é porque os exemplos que você segue estão longe do padrão de Deus. Quem é que te ensina a lidar com vida? Busque o testemunho daqueles que perseveraram em seguir a Jesus. Seguramente eles lhe contarão as grandes transformações. O Agente disso é o Espírito de Deus que transforma a vida daquele que crê!
Hoje você tem a oportunidade de escolher seguir o Exemplo que tem poder para transformar o homem!
Por outro lado, você também é um exemplo para alguém! Você teria coragem de dizer a alguém para ser seu imitador? “Vede prudentemente o caminho em que tens andado”, busque o Mestre, e seja uma “boa” influência onde Deus possa ser glorificado através da sua vida. Pense nisto e viva essa Palavra, em Nome de Jesus.

Boa S e x t a

4 de out. de 2009

É pelo Poder de Deus

“Porque o Reino de Deus consiste não em palavras, mas em Poder”

I Coríntios 4.20
Numa época muito mais complicada do que hoje em dia, algumas pessoas não mediam esforços para divulgar o Evangelho, as Boas Novas de Jesus Cristo! Pessoas foram mortas por causa deste propósito. Outras perderam suas famílias. Muitos tiveram que fugir de suas regiões de origem para nunca mais voltar. Na própria história da humanidade você pode verificar esses acontecimentos. O que será que causava uma determinação tão grande assim para seguirem neste desafio? Será que havia ali um prêmio milionário? Será que era a fama?


Graças a Deus, ainda hoje pessoas abandonam carreiras profissionais magníficas a fim de fazer uma Obra semelhante. Há os que se aventuram em países, onde o Nome Jesus é estritamente proibido, para divulgarem o Evangelho de Cristo, arriscando suas vidas. Homens e mulheres são presos hoje por causa do Nome Jesus. Uma chamada que ecoa pelos séculos dos séculos sem que uma barreira consiga lhe conter. Por quê? O que essas pessoas ganham? O que ganho redigindo essas reflexões para você a respeito do Senhor? Você não acha pelo menos intrigante a motivação destas pessoas? A motivação é o poder da Palavra de Deus!

Aprendemos no texto de hoje que não há outra explicação a não ser que o Amor de Cristo pela humanidade é verdadeiro. Esse Amor é tão real, que contagia o fiel. Certamente o apóstolo Paulo não estava sem ocupações quando resolveu se dedicar à Obra Missionária, mas o fez por amor às pessoas.

Hoje a Palavra do Senhor, as Boas Novas, chega a sua porta! Não como meras palavras, mas pelo Poder de Deus. Seguramente essa mensagem não é a única maneira pelo qual o Senhor Deus tem lhe falado. Vidas têm se mobilizado para que você pudesse ter a chance de confirmar que o sacrifício de Jesus foi por amor a sua vida também. Que valor você dá a ação de Deus?

Quem reconhece essa “Prova de Amor” certamente experimenta uma novidade de vida inexplicável, diariamente! Novidade que não se detém pelos obstáculos, mas que gera mais vida. O Reino de Deus não é constituído de simples expressões poéticas e filosóficas, mas de vida. Você quer mais prova? Então venha e veja, pois a Palavra de Deus tem poder. Pense nisto.


Boa Segunda