“Se entre vocês semeamos coisas espirituais, seria demais colhermos de vocês coisas materiais?”
I Coríntios 9.11 www.biblegateway.com (Almeida Revista e Atualizada)
I Carta aos Coríntios (Generosidade ou Justiça?)
Outro dia eu voltava do trabalho com um amigo e uma amiga. Estávamos no metrô e não havia tanta gente assim, mas também não posso dizer que havia espaço. Em certa estação, entraram quatro rapazes e começaram a cantar e a tocar. Para mim aquilo era um repente (canto, melodia, com versos improvisados). Dentre os passageiros alguns começaram a se incomodar e outros a prestigiar. Minha amiga era uma das que prestigiava e com um sorriso no rosto abria a bolsa para tirar alguns trocados e ofertar àqueles homens. Perguntei a ela o motivo pelo qual ela iria ofertar, e ela disse: “Eles estão nos descontraindo e é o trabalho deles!” Percebe?
Eu entendi o “descontrair” como sendo “provocar alegria”, ou seja, quase todos ali estavam cansados e desanimados, depois de um longo dia de trabalho, e alguém se prontificou “voluntariamente” a propor novo ânimo. Segundo minha amiga isso era digno de uma oferta, como um agrado pelo beneficio prestado! Na opinião dela esse tempo dedicado não lhes proporcionaria condições de sobrevivência senão por ofertas.
É certo que ofertar é um caso difícil de tratar, mas independentemente da sua opinião quanto a esses “músicos”, como você acha que deveriam ser sustentados aqueles que dedicam suas vidas para “verdadeiramente” anunciar a Salvação através do Nome de Cristo Jesus? Mas veja, os que “verdadeiramente”...
Paulo falava dos direitos que os apóstolos e ministros do Senhor tinham quanto à Obra realizada. E aqui ele trata da questão do sustento (alimento e vestuário). Não estou falando de quantidade, estou falando de “sustento”, ou seja, aquilo que é utilizado para garantir a vida. Você concorda ou não que é um direito adquirido?
Está escrito: “Não atarás a boca ao boi que debulha” (I Coríntios 9.9). Talvez você ache nobre (válido) ofertar para aqueles que lavam o pára-brisa do carro nos semáforos. Ou quem sabe para os músicos em praças e transportes urbanos. Acho isso tudo fantástico, sinceramente. Mas qual o valor que você dá àqueles que entregam suas vidas para, de alguma forma, pregar o Evangelho de Cristo? Colaborar (ofertar) para essa Obra Missionária seria uma generosidade ou um ato de justiça? Bondade ou adoração a Deus por levantar pessoas que divulgam sobre Seu amor? Pense nisto.
Boa S e x t a
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