“Já por carta vos tenho escrito, que não vos associeis com os que se prostituem; Isto não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais.”
I Coríntios 5.9-11
Independentemente dos seus princípios, você e sua família provavelmente têm considerações particulares a respeito do comportamento um com o outro (enquanto família). Eu tenho amigos que não permitem que os filhos vejam nada na TV que apresente armas de fogo, nem mesmo em desenhos animados. Mas também tenho outros amigos que não proíbem, mas preferem acompanhar de perto e ajudá-los na leitura que fazem dos programas. É lógico que independentemente da família, sempre há muito que aprender no que diz respeito ao zelo e a preservação da moral e dos bons costumes. Porém o que pretendo ressaltar com a ilustração de hoje é que há considerações que devemos fazer com mais rigor “dentro” das nossas comunidades, da nossa “família”.
Ao que tudo indica o apóstolo Paulo já enviara outra carta aos coríntios, porém esta se perdeu ao longo do tempo. Mas aqui ele torna a tratar do assunto quanto à disciplina dos “irmãos imorais”. Pelo visto o primeiro ensino foi mal interpretado, o que exigiu de Paulo essa reconsideração. Assim, podemos aprender que após vãs tentativas de corrigir o irmão, naquilo em que dá falso testemunho de Cristo, ele deve ser separado da comunidade, pois já ficou clara a sua falta de comprometimento com Deus e com a “família”. Isso não significa cortar totalmente o contato pessoal, mas se não há disciplina, o mundo pode achar que sua comunidade aprova os feitos deste “irmão”. Torno a ressaltar, o ensino não nos orienta a afastar-nos das pessoas que ainda não têm a Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas (as pessoas do mundo, os ímpios). Esses, pelo contrário, temos que continuamente investir neles, até que venham a conhecer o Senhor da Glória, Cristo Jesus.
Em I Coríntios 13.2, Paulo ensina resumidamente como devem ser as tentativas de orientação ao “irmão imoral”. Veja estamos falando do “irmão”, aquele que diz partilhar da fé e ordem! Talvez você tenha em vista alguém assim na sua comunidade, mas também quero lembrá-lo que talvez você seja esse “irmão imoral”.
“Vede prudentemente o caminho em que andais”. O Nome do Senhor Jesus merece todo o respeito e a exigência de bom testemunho é o mínimo que podemos fazer. O Amor de Cristo por nós, provado ali naquela cruz, precisa nortear a nossa conduta. O quanto você zela pelo Nome de Cristo? Será que esse Amor o alcançou realmente? O seu comportamento e atitude é a resposta a essa pergunta! Cuide de sua família, cuidando de seu testemunho. Pense nisto.
Boa Quarta
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