19 de abr. de 2009


Sei que já escrevi várias cartas iguais ou parecidas com esta, mas sinceramente, não tenho aguentado viver tão triste. Eu queria sinceramente sumir, mas no momento não posso, pois eu tenho minha tia Laurete, que amo tanto para cuidar, por que senão eu já havia sumido.
Eu queria tanto ter sido uma mulher bem sucedida na vida, pois escrever eu sei, pelo menos isso.
Eu não estou me fazendo de vítima, eu só não aguento mais é ser rejeitada por todos. Desde o meu nascimento fui rejeitada, pelo meu pai e pela minha mãe.
Eu honro os dois, os amo incondicionalmente. Meu pai já não está mais entre nós, por pura covardia ou por ter passado por algo muito difícil se suicidou. Sei que qualquer coisa que ele tenha passado não era motivo para o suicídio, mas não sabemos o que vem no coração das pessoas para que cometam tamanha crueldade consigo mesmas.
Já pensei várias vezes em fazer a mesma coisa, mas Deus é muito bom comigo e sinto que Ele me sustenta em Sua força para que eu continue e queira , tenha esperança em lutar e saber que tudo vai mudar para melhor.
Tenho passado por tantas humilhações, sinto, às vezes que vou explodir, pois tenho vontade de mandar todo mundo a merda. Mas minha fama já não está tão boa então guardo as palavras graves para mim mesma.
Queria ser um bebê de novo para poder ser protegida, mas infelizmente a vida tem me ensinado a eu mesma fazer minha proteção.
Já não está dando para confiar em ninguém, nem mesmo quem está do seu lado. Tem vezes que me vejo durmindo com o inimigo. Não tem um filme com esse nome? Tem, com a Júlia Roberts bom, acho que era com ela.
Mas é tão bom ser criança, se Deus desse o poder de poder voltar no tempo e poder consertar certas coisas, com certeza eu ia ser uma das primeiras pessoas a gastar essa oportunidade que Ele poderia dar.

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