28 de jan. de 2009

Brincadeira seria!

"O que é a verdade? — perguntou Pilatos. Depois de dizer isso, Pilatos saiu outra vez para falar com a multidão e disse: — Não vejo nenhum motivo para condenar este Homem"

João 18.38 NTLH (www.sbb.org.br)



Evangelho de João (Verdade que liberta)


Outro dia comentei que estou em novo período de aprendizado, agora sou pai! Meu primeiro filho tem pouco mais de um mês de vida e tem sido um grande desafio. Fico por imaginar como deve ser para minha esposa, pois ser mãe seguramente exige muito mais. Apesar das confusões de sentimento de pai, tenho absoluta certeza que meu garotinho é um presente de Deus em nossas vidas.

Logicamente a alegria não é só nossa, mas de toda a familia e também dos amigos. É certo que nos momentos dificieis alguns "festeiros" desaparecem, mas no mínimo as avós marcam presença. Recentemente passamos por uma DRF (discussão de relacionamento familia), pois meu filho sentia cólicas e choveu opiniões sobre como deveríamos cuidar dele. A médica deu uma orientação, os amigos deram diversas outras, mas as avós deram ordem ao invés de opinião. Essa tempestade de idéias (brainstorming) foi o estopim da discussão! Enfim, a grande questão ali era: Qual é a Verdade? O relativismo no mundo de hoje toma conta das opiniões! Parece não existir mais o concreto, e pelo visto tudo está sujeito a diversas variáveis e a verdade torna-se relativa. O que é certo para um, não serve para o outro e assim vemos diversas "fontes de verdades". Qual é a Verdade? Sem grandes efeitos colaterais, optar por uma das sugestões de medicamento para meu bebê é bem simples, temos até certa liberdade para fazer algumas experiências! Mas como identificar qual é a Verdade que liberta o homem da morte eterna? Como identificar a Verdade que gera a Paz? Pilatos não entendeu que Jesus era a personificação da Mensagem de Salvação enviada por Deus, o Anúncio àqueles a quem Deus chama para Si. "Agora, se Me obedecerem e cumprirem a Minha Aliança vocês serão o Meu povo. O mundo inteiro é Meu, mas vocês serão o Meu povo, escolhido por Mim" (Êxodo 19.5). Pilatos viu apenas o Jesus da história, uma verdade relativa. Ele não percebeu a Oportunidade de Aliança com Deus! Saiba que o verdadeiro fiel obedece, porque crê. Este anda com o Senhor e desenvolve continuamente a Salvação em Cristo Jesus. Ouça a Voz do Senhor! Pense nisto.


"Mas vós tendes por costume que eu vos solte alguém por ocasião da Páscoa. Quereis, pois, que vos solte o Rei dos judeus? Então, todos voltaram a gritar, dizendo: Este não, mas Barrabás! E Barrabás era um salteador"

João 18.39-40 Almeida Revista e Corrigida (www.sbb.org.br)



Evangelho de João (Opinião pública versus Palavra de Deus!)


Dizem que a voz do povo é a Voz de Deus, você concorda? É interessante o poder de influência que uma pessoa pode exercer sobre a outra. Parece uma contaminação que rapidamente pode se transformar em uma epidemia! É importante ressaltar que existem as boas influências, mas parece que as boas coisas hoje em dia não chamam muito a atenção. Você é dos se deixa levar pela maioria?

Jesus passava por alguns interrogatórios, pois pretendiam matá-lO! Podém, para que isso se efetivasse, era necessário que essa expectativa se tornasse uma "opinião pública". E, como sabemos, algumas faíscas podem se transformar em danosos incêndios. No texto de hoje vemos o poder da "opinião pública" (a maioria) no comportamento de Pilatos. Os acusadores (os inflamadores) mentiam apresentando Jesus como um anarquista que se declarava Rei dos judeus! Pilatos, que outrora anunciara a inocência de Cristo, agora O chamava de "Rei dos judeus". Talvez o fizesse de forma irônica, mas sabemos que as acusações resultaram na cruscificação de Jesus. Na Mishna, lei escrita dos judeus, por ocasião do sacrifício do cordeiro pascal (durante a páscoa), era tradição dar liberdade a um prisioneiro. Após uma fraca tentativa de favorecer Jesus, com base na "opinião pública", Pilatos condena um Inocente (Jesus) e liberta um verdadeiro criminoso (Barrábas). Definitivamente, a "voz do povo" não é a Voz de Deus! Barrabás (criminoso liberto) representa toda a humanidade, ou seja, pecadores sendo libertos com a condenação de um Justo. Na história da vida, no hoje, quem é você? É um "Maria vai com as outras", como aquele povo judeu? É um "mentiroso", como aqueles religiosos que sempre buscavam seus próprios interesses (doa a quem doer)? Ou é alguém que "fica em cima do muro", como Pilatos, achando que pode ficar alheio ao que está acontecendo? Se nenhum destes papéis "não mais lhe satisfaz", quero sugerir seguir Cristo ruma à cruz! A princípio pode não ser uma sugestão muito atraente, mas é o Único Caminho que gera a "Paz que excede todo entendimento" e leva à "vida eterna com Deus". Não se deixe levar pela maioria! Pense nisto.




"E os soldados, tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram sobre a cabeça e Lhe vestiram uma veste de púrpura"

João 19.2 Almeida Revista e Corrigida (www.sbb.org.br)



Evangelho de João (Brincadeira seria!)


Uma das primeiras coisas que aprendi a fazer quando criança (pelo menos é o que me lembro) era o aviãozinho de papel e o chapeu de soldado. Ficava entusiasmado com a capacidade de vôo de alguns aviões que eu "fabricava". Eu inventava algumas dobras a mais, o que o fazia ir mais longe ou ficar mais tempo no ar. Com essa brincadeira me imaginava um piloto!

Com o chapéu as brincadeiras não eram tão freqüentes, mas quando o fazia me sentia mais sério, afinal de contas usando meu invento eu me tornava um militar (era o que eu sentia). Simples brincadeiras, mas que causavam uma sensação. Coisa de criança! Agora leio no texto os guardas se divertindo à custa do sofrimento de Cristo, lembro daquelas minhas brincadeiras e considerei que havia um propósito. Seguramente para quem brinca a imaginação, quanto ao propósito, fica restrito a si mesmo. Eu me sentia um piloto ou um militar, alguém importante em minha concepção, esse era meu propósito. Aqueles guardas brincavam com Jesus tornando-O um Rei, fazendo uso terrível de tortura e humilhação. Apesar da nítida e condenável maldade, consideravam Jesus como um criminoso. O propósito deles era o de zombar do "Rei dos judeus". Hoje, envergonhado pelo conhecimento do que Cristo passou por minha causa, olho para aquela "brincadeira" com outros olhos, muito diferente daqueles soldados. Vejo um Rei que se identifica com àqueles a quem chama. Ele não personificou o glamour da humanidade e nem demonstrou Seu poder através de riquezas. Jesus Cristo deu exemplo de obediência ao Pai passando até mesmo por inimaginável sofrimento. Para mim, a "brincadeira" com a coroa de espinhos representa um Reinado conquistado com o próprio sangue, sangue de um Inocente em favor de pecadores arrependidos. O Amor de Cristo me constrante e me leva a olhar para o pecado como um deboche contra o Senhor. Ele não merece a minha vida de pecado! Não é a lei que me faz vê-lO como meu Rei, mas sim porque Ele me amou primeiro. As brincadeiras daqueles guardas, no mínimo, revelam dois tipos de pessoas: Os inimigos de Deus e os súditos conquistados pelo Amor. Qual dos dois é você nesta história? Pense nisto.


Boa Quinta

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